Tomorrowland – O lugar onde nada é impossível | crítica do filme

Eu honestamente não sabia o que esperar de Tomorrowland – O Lugar Onde Nada é Impossível, afinal, o trailer não explicava muito sobre a trama do filme, claramente era associada com a cultura das World Fairs (Feiras que expunham as novidades tecnológicas) e da antiga idealização do futuro, que o Disney tanto apreciava. Essa ligação ficou mais evidente quando a atração do parque da Disney “It’s a small world” aparece no começo, para quem não conhece, se trata de um passeio em um barco por um show de bonecos animatrônicos, tecnologia que Walt Disney apresentou na World Fair de 1964. A minha primeira impressão é de que o filme teve sorte de não ser lançado nos anos 90, se fosse o caso iria se chamar “Uma viagem muito louca”, por mais que seria uma boa forma de descrevê-lo.

Tomorrowland é munido de grandes estrelas como George Clooney, interpretando um coitado que só teve azar na vida (algo bem fora da zona de conforto dele), e Hugh Laurie que parece ter sérias dificuldades de deixar o Dr. House para trás, o que não é necessariamente ruim. Britt Robertson, que interpreta a protagonista, é muito carismática e proporciona algumas excelentes reações durante o filme, sem falar na gritante semelhança com Jennifer Lawrence.

A história é envolvente por boa parte, mas as vezes vai te deixar com uma sobrancelha levantada, é compreensível, a ideia do filme é deixar a imaginação rolar solta. Visualmente é impecável, um banquete, o estilo “futurístico antigo” é muito interessante, uma pena que nós não estamos nem perto dessa realidade sonhada pelos nossos antepassados.

Vale a pena conferir Tomorrowland – O Lugar Onde Nada é Impossível, especialmente se você for um fã do “Mundo Mágico de Walt Disney”, ou um viciado em tecnologia, ou simplesmente curioso. Agora, se preferir filmes sóbrios, sérios especialmente se forem baseados em histórias reais, minha sugestão, fique longe desse.

nota 3,5

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